Por que paramos de brincar?

Resposta: Talvez por que não vemos mais programas infantis.

Por Cris Akemi

Esperança – Fragmentos de uma educadora pensante

Sábado passado acordei e após uma hora e meia sintonizada TV Rá tim bum já havia aprendido diversas coisas, me divertido, fui desfiada, meus pensamentos fluíram. Não pude deixar de conjecturar sobre o motivo pelo qual alguns adultos se tornam tão austeros e prosaicos. Penso que nos falte mais brincadeiras simbólicas,  imaginar mais, sonhar mais. Mas imaginação tem de ser alimentada.

O sistema é bruto sim, tem grande responsabilidade por matar nossos sonhos e as vezes o que percebo é que a diversão adulta é bem mais destrutiva do que animada, e mais segregadora do que inclusiva. Alguns ao invés de aproveitar seus momentos festivos, se embriagam e entorpecem, colocando vidas em risco até. Outros veem muita graça em chacotear de pessoas diferentes, produzindo e consumindo humor de mal gosto e preconceituoso, é o que frequentemente se dissemina em redes sociais. Ainda há aqueles que limitam suas experiências culturais  a esferas pré concebidas como valorosas em detrimento daquilo que não ainda não conhecem, não permitindo expandir-se pelo mundo. E ainda os que reclamam tanto da vida dura durante o período de descanso, que não sobra tempo para se divertirem.

Não acho que a vida seja mais fácil quando somos crianças, pensem, um ser indefeso que ainda não aprendeu nada, tudo tem que perguntar, nada pode fazer…Então porque nossa sensação de que a vida adulta é mais difícil?

Será porque nossas distrações não nos bastam, estão inadequadas? Ou porque devido à quantidade de informação, não enxergamos mais a beleza das pequenas poesias cotidianas… Ou nos tornamos menos corajosos, dados os aborrecimentos, desilusões, culpas, tudo acumulado ao longo do tempo e nos fazendo entristecer? Ou será que a rotina atribulada simplesmente de tão desgastante que é, nos desliga do que verdadeiramente nos emociona e nos impõe uma amnésia temporária sobre o que realmente nos importa? Deixamos de ser felizes para cumprir obrigações? Apostamos todas as fichas no futuro, nos esquecendo do hoje? O que queremos?

Essas são perguntas as quais se penso ter a resposta não me arrisco a proferí-las, são pensamentos complexos, dinâmicos, mutáveis, talvez um pouco de cada coisa, talvez algo que eu ainda não compreenda. Fato é que assistir a estes programas fez-me refletir que eu quero brincar mais, não pretendo deixar-me esmorecer com a seriedade da vida adulta. Sonhar também é viver, alimentarei minha imaginação com todo tipo de cultura, infantil ou adulta, elitista, popular, sem preconceito, e quem sabe no futuro eu veja o mundo com um olhar mais generoso e colorido!

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