A sala

Por Cris Akemi

Entro na sala que já está cheia. Não há quase espaço para andar, sentar muito menos. Me esforço entusiasticamente para alcançar os objetivos que me foram destinados. Os obstáculos se tornam cada vez mais presentes, parecem que crescem e engordam, aumentando a dificuldade de respirar. Além de atravancar o caminho, impedem a concentração já quase extinta que preciso para poder me libertar e enfim ser feliz. Tenho a impressão de que me olham e analisam, sinto-me impelida a saber o que pensam, embora não queira realmente ouvir, até porque não sei se é possível.
Não se interessam em ajudar ninguém, não conseguem ler os movimentos, não comunicam, não se alegram, parece até que não tem fome, sequer se apegam mais as banalidades, nada. E vazios ainda conseguem encher a sala de estupefata prostração.
Sempre me pergunto para que serve uma sala cheia de manequins e porque fico tão nervosa toda vez que preciso entrar ali…

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