Leiam para as crianças, deixem que escolham suas leituras

Cada ano que passa eu me dedico mais a multiplicação de leitores. Para mim essa é a missão crucial de educadores e educadoras. Porque leitura não se resume ao entendimento de códigos em um portador de texto. Ler é infinitamente mais que isso, é prestar atenção no mundo, é se preocupar em entender o que lhe cerca, é decifrar códigos que não estão escritos, que as vezes não foram compreendidos nem por seus próprios locutores. Quem lê, nesse conceito amplo, com certeza estará inserido.

Muitos fatores levam uma criança a se interessar pela leitura, mas fundamentalmente o estímulo à curiosidade é o aspecto que eu acredito  ser o mais eficaz. Isso aliado a uma rotina leitora não imposta e o convívio com outros leitores torna quase impossível um ligeiro interesse, no mínimo.

Mas insisto que ler nunca deve ser algo imposto. Uma prova disso é que muitos da minha geração fogem da literatura brasileira pela forma obrigatória com que esta foi imposta pela escola de “antigamente”.

Cada um deve ter o direito de ler o que quer. Mesmo em minha sala de aula de segundo ano, com crianças de sete /oito, quando escolho com demasiado critério o que eu lerei pra eles, deixo claro que não é uma obrigação  necessariamente apreciar, o respeito ao momento que leio, aos outros que estão interessados é que são pertinentes, também não são obrigatórios, mas sua recusa tem consequências.

A escolha do que leio é criteriosa porque tenho a intenção de conquistá-los, de aguçar neles a curiosidade sobre um tema específico, um autor específico, uma forma de pensar diferente.

Depois que da minha leitura sempre conversamos um pouco, às vezes faço perguntas que imagino que vá levá-los a certos questionamentos, ouço seus comentários, respondo perguntas. E esse ano, além disso, tenho deixado disponível na caixa de empréstimo.

Nessa caixa os alunos tem a opção de emprestar os livros que quiserem, sendo um por vez, mas na frequência que preferirem, fazendo a escolha num momento livre da aula, e de maneira autônoma registram em um caderno onde constam seus nomes.

Dessa maneira podem explorar a leitura o quanto quiserem, levar para casa, compartilhar com a família, e posteriormente indicar aos amigos. Nesse processo além de se envolverem também desenvolvem senso de responsabilidade quanto ao portador de texto que emprestam, seja livro, revista ou Hq.

De início eles às vezes ficam inibidos ou desinteressados, mas quando um vai mostrando outro é quase uma adesão total, inclusive alguns deles aderiram a parir do momento que ofereci as leituras que eu escolhi.  É muito estimulante vê-los empolgados com a proposta.

Escolha espontânea de livros lidos pela professora:

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Selecionando sua leitura:

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Registrando seu empréstimo:

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Apreciando em sala, em momentos livres:

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