Consciência negra permanente

Por Cris Akemi

Produzir consciência negra é tão importante quanto produzir alimento, basicamente, sem ambos, muitos são condenados à morte.

Discutir, explicar, ser paciente em construir e demonstrar argumentos não tem sido ferramentas suficientes para que as pessoas do meu convívio real e virtual sequer tenham a sensação de que deveriam refletir sobre a importância de um olhar mais atento ao que eles intitulam “mania de perseguição racial”, “racismo inverso”, “complexo de inferioridade”.

Para começar, o próprio termo racismo e o conceito de “raça” que ele carrega já deveria ser repensado, em se tratando de identidade étnica.

Portanto meu objetivo agora é apenas informar, já que as pessoas não acreditam em mim quando conto que meus alunos negros não se reconhecem como negros, anseiam por representatividade, desenham seus pais negros com a pele rosa, que a discriminação em sala de aula é constante e sistemática nesse sentido, mesmo após intervenções duras, que eu passei a sofrer preconceito em estabelecimentos comerciais depois que comecei a me relacionar e casei com um homem descendente de indígenas e por aí vai. Sempre ouço uma desculpa para justificar ou para invalidar o que estudo e o que vivo.

Por esse motivo, apenas um dia ou mês de consciência negra é pouquíssimo tempo, vamos lutar para que nossas crianças tenham todos os dias do ano de consciência negra, para que no futuro elas não estejam mais confusas sobre seu precioso valor.

Nem todo negro é bandido, também pode ser tesouro!

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