Sabe aquele livrinho verde ali?

Por Cris Akemi

Essa é da série: “Todos amamos Eva Furnari”

Nunca me arrependo de ler uma livro dela para os meus alunos, porque eles sempre adoram, porém dessa vez foi diferente. Apesar de terem se divertido, em vários momentos comentado sobre os aspectos inusitados da história, perto do final ficaram reclamando porque ainda não tinha acabado.

Embuída de um sentimento de frustação tão amargo, passei a refletir um pouco sobre a responsabilidade da escolha do livro versus a dificuldade das crianças, hoje em dia, em perceber com sensibilidade as próprias preferências, e uma tendência incrível de só enxergar os pontos negativos de uma situação.

Qual o antídoto para isso? Mais Eva Furnari! No dia seguinte retomei o livro do dia anterior, com objetivo de resgatar a proposta de observação que havia planejado para o leitura.

Iniciei perguntando a eles o que acontecia conosco toda vez que líamos um livro. As respostas foram bem variadas, alguns citaram que ficam alegres, felizes, muito muito muito muito muito muito animados que até desmaiam, se sentem livres, tristes, com sono, com tédio, emocionados, que choram, que gargalham, que lembram de algo. Aproveitei o gancho desse último comentário e disse que se lembramos de algo que aprendemos antes, talvez alguns livros nos ensinem algo diferente a cada contato, eles concordaram. Ao final da discussão questionei-os se poderíamos concluir então, que gostando ou não do livro, a experiência de ler tinha sempre a possibilidade de nos enriquecer de alguma maneira, nem que fosse para perceber o que não gostamos, e eles responderam afirmativamente.

Foi quando relembrei-os de seu comportamento durante a leitura de “Cacoete”, salientando o quanto se divertiram, aliás devo agradecer a querida Soraya Barros que me ensinou a interpretar Bruxas malvadas!

Mas o foco era em torno do que aprenderam, e quando mencionei isso, eles conseguiram perceber diversas coisas, desde a questão dos pontos de referência e da importância do endereço e dos mapas, que era meu objetivo, até algo muito subjetivo, mas que era a mensagem principal do livro: a beleza de ser diferente e o engodo de se submeter a um padrão que não seja o seu.

Finalizando essa questão, creio que os ajudei a perceber o quanto pudemos aprender com a história, mesmo que alguns tenham se incomodado durante a leitura. E foi então que os apresentei ao “Cocô de Passarinho”, Eva Furnari também, no intuito de fortalecer a percepção da necessidade de se construir um olhar mais cordial diante do mundo.

Mais sobre os objetivos e os procedimentos da leitura de “Cocô de passarinho” leiam:

https://ameninaqueescreviaversos.wordpress.com/2015/10/29/quando-coco-vira-flor/

Assista também a essa interpretação do livro:

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