Quanta animação!!!!!

Por Cris Akemi

Talvez se pense que o indivíduo entenda o que se passa ao seu redor simplesmente porque já nasce sabendo. Mas ter a capacidade de entender não significa ter um dom nato de interpretar todo e qualquer conhecimento que lhe é apresentado, pois isso se desenvolve com procedimentos complexos.

É preciso que o educador reflita se o fato do seu aluno não entender o que se passa no cotidiano escolar não está relacionado ao seu trabalho de oferecimento e orientação pobres de ferramentas para tal. Somente esperar que o educando entenda algo mecanicamente, apenas porque é simples,  as vezes não funciona e se faz necessário investir em estratégias que os ajudem a decodificar esse mundo tão repleto de informações e tão subjetivo. E essa questão da subjetividade, e da ambiguidade deve permear os processos educativos sempre, é crucial que na relação professor/aluno, o adulto, mais experiente, ofereça possibilidades para que a criança aprenda, a partir de estímulos a produzir resignificações próprias desde cedo.

Nesse sentido as artes em geral carregam elementos simbólicos, até de difícil compreensão, as quais tomando contato de maneira gradual se torna possível atingir uma certa perspicácia em relação à própria arte e o que ela pretende representar.

Crianças de 7 e 8 anos fazem sempre uma tradução literal das coisas, pois anseiam  saber o que significa tudo e a tendência dos adultos, dada a curiosidade exacerbada e a insistência dos pequenos é de lhes brindar com respostas prontas e não gerar reflexões acerca do tema. Foi pensando nesse aspecto infantil que essa atividade foi desenvolvida. Acostumados com a presença da fala ou da escrita em suas interações até que ponto a interpretação de algo não verbal é alcançada?

Foi selecionado um dvd de curta-metragens da Pixar, do acervo da Biblioteca da escola, que coincidentemente, até por ser mais antigo, não era de conhecimento das crianças, e foi possível assisti-los sem referências anteriores. Após cada curta as crianças foram instigadas a verbalizarem o que eles achavam ter acontecido, se era algo bom ou ruim, o que estava por trás de determinadas cenas, e coletivamente fomos construindo sentido interpretativo para essas pequenas histórias.

Ao voltarmos para sala sugeri que eles escolhessem aquele que mais haviam gostado e tentassem contar os fatos ocorridos de maneira explicativa em três momentos definindo o começo, o meio e o fim da história, ou seja, contar a história com uma ilustração, como se estivesse construindo o próprio curta metragem, escolhendo as cenas mais importantes e representativas. Muito interessante é observar que a meu vero curta mais escolhido é um dos mais conotativos, talvez isso indique que o objetivo foi contemplado. Confiram as produções:

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