Esperança – Diário de uma educadora pensante

Por Cris Akemi

Gentileza gera gentileza

(Atividades aplicadas)

 No post anterior explanei brevemente sobre o primeiro dia de aula com meus pequenos. É muito claro pra mim que construímos ao longo dos anos experiência suficiente para perceber erros e acertos, o que nos encoraja a inovar cada vez mais. Parte desse processo é o registro em forma de diário que estou produzindo, pois além da necessidade de viabilizar maneiras de compartilhar com meus pares, sinto a urgência de que pessoas não relacionadas diretamente com a educação entendam um pouco sobre o que realmente estamos realizando na escola, disseminando uma nova maneira de enxergar o mundo e as pessoas.

Para o primeiro dia puxei da memória minhas vivências enquanto aluna e professora, tentando refletir um pouco sobre o peso da responsabilidade desse pontapé inicial.

Da minha época de estudante recordei que me sentia particularmente acuada, pouco a vontade em rever os conhecidos e me aproximar dos desconhecidos, principalmente adultos, dos quais eu tinha medo. Percebi que essa sensação me acompanha até hoje, será que isso está relacionado a forma como éramos recebidos nas escolas antigamente?

Lembrei-me, que já como professora uma de minhas maiores dificuldades é estimular nas crianças o senso de coletividade e gentileza. Mesmo com o exemplo, as vezes nem na sala dos professores consigo uma resposta a um cumprimento de chegada, nos corredores menos ainda, e olha que tento fervorosamente, mas as crianças não estão acostumadas a serem cumprimentadas, por isso as vezes até se espantam. Resolvi então que trabalharia essa questão logo de cara, como uma forma de quebrar o gelo.

Nessa idade é comum que apresentem timidez, que se não for compreendida pode se tornar intransponível, mas também, se for simplesmente ignorada, não melhora.

Preparei então fichas com cumprimentos para elaboração de uma dinâmica, na qual eles leriam o que estava escrito, respondendo apenas se fosse um cumprimento de chegada e para o momento da saída o inverso. Pode parecer uma atividade simplista, mas por ela já consegui avaliar a desenvoltura de alguns alunos, a capacidade de leitura e vivenciamos momentos de descontração que foram nos aproximando. Aproveitei para ir associando os nomes as novas “carinhas” que se apresentaram.

cumprimentos

Fizemos então uma caminhada pela escola, no intuito de apresentá-la aos dois alunos novos e também treinar os cumprimentos aprendidos com funcionários e colegas de outras salas conforme ocorria a visita.

Após o intervalo fizemos a leitura do livro “A caixa de Jéssica” (atividade aplicada já publicada neste blog) e desenvolvemos a prática proposta em complemento a leitura.

Mais para o fim do dia realizamos uma excelente dinâmica, dica da minha parceira de ano/ciclo, na qual o desafio era agrupar as crianças em duplas de alunos que não se conheciam e eles deveriam fazer perguntas um ao outro para apresentar o colega ao restante da sala. Foi muito interessante. Apesar da resistência, eles foram muito participativos!

O dia todo transcorreu em torno da cooperação e da solidariedade, com o objetivo de que o ano fosse imbuído também desses sentimentos. Vamos esperar ansiosamente por isso! A semente da gentileza foi plantada, agora vamos regá-la, amá-la e expô-la a ambientes agradáveis.

Apreciem as fotos no blog da escola:

http://emebmariomartinsdealmeida.blogspot.com.br/p/2-inicial.html

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