Esperança – O Diário de uma educadora pensante

O retorno

Por Cris Akemi

Definitivamente eu não sou uma pessoa que resgata de memória datas precisas, possivelmente um traço relacionado a desorganização ou à pratica do desapego ao que não considero importante. Fato é que embora não me lembre exatamente quando aconteceu, posso recordar precisamente como e porque se deu.

Foi há aproximadamente onze anos, quando do falecimento de meu pai, que tive a chance de me perceber inconstante. A partir desse acontecimento decidi que seria o mais fiel possível as minhas vontades, desde que não violasse a liberdade de ninguém, viveria intensamente cada momento com mais tranquilidade e alegria. É um clichê, mas é um tanto quanto charmoso e diria que até um pouco utópico demais, mas se revelou uma boa maneira de passar os dias.

Porém, entre o aprender e o “ser” o caminho é longo, pois ter a certeza de algo não garante sucesso na prática, já eu exige muito, mas muito mais que um simples discurso bonito. E os meandros desse caminho são tão desconhecidos pelo nosso consciente, que estamos perdidos a maior parte do tempo.

O que me trouxe ao relato critico deste primeiro dia.

O retorno das férias para um educador é sem dúvida um evento marcante. Porque para nós significa um recomeço, quase uma personificação da Fenix, alguns de nós estamos conscientes de que podemos ser melhores e nos é dada mais uma vez essa chance.

Curioso e providencial que este foi o argumento que permeou a primeira reunião do ano, tendo ainda em mente que se a fala não estiver muito bem alinhada com a prática, como já diria um dos maiores, ela pode ser vazia e ilusória. Apesar de que também é preciso entender que embora estar carregado de intenções seja bom, no fim das contas o que importa de fato é o quanto o apregoamento de determinado discurso afeta positivamente aqueles que o recebem com disponibilidade.

Então se por um lado a percepção de que o que foi discutido não acontece na prática, por outro consigo vislumbrar possibilidades reais de mudanças evolutivas.

O vídeo a que assisti hoje na escola, intitulado em português “Uma menina que exigiu a escola” – TEDtalks educação, onde Kakenya Ntaiya, ao contrário de um discurso proclama sua própria história de luta, tem uma mensagem que me impulsionará pragmaticamente.

Quero fazer algo em que acredito, mesmo que ninguém compactue da minha ideologia, tendo a certeza que, podem até ser poucos, mas alguns me acompanharão e então “seremos” felizes para sempre!

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