Enxergue-me com bons olhos! Eu lhe imploro!

Por Cris Akemi

Não há privilégio maior do que ser capaz de se encantar através do olhar de uma criança!

Infelizmente se a atitude de um pequeno não ilumina seu sorriso, é preciso admitir que talvez seu coração esteja envolto numa escuridão que não lhe permite sentir tamanha força.

Durante muito tempo se acreditou que a infância é o momento mais puro da existência humana, e atualmente existe uma visão desacreditada disso, devido a comportamentos infantis interpretados por adultos como “maldade”. Porém a concepção que se tem de pureza, ingenuidade e inocência está muito ligada a uma visão maniqueísta do mundo, imposta inclusive pela religião, que deturpa o real significado desses termos.

É fato que uma criança realmente ainda não é madura emocionalmente o suficiente para entender a lógica da ação e consequência, nem para controlar seus sentimentos e impulsos, muito menos para discernir o certo do errado, embora perceba reações negativas quanto a suas atitudes, não engendra significado para mudança imediata, esse é um processo lento e gradual.

Portanto é preciso verificar que apesar de parecer crueldade, determinados comportamentos são meras reproduções, baseadas em estímulos de adultos irresponsáveis, ou na manipulação midiática, não são reflexo de um mal inato. Acreditar nisso seria ignorar todo o conhecimento construído até então sobre o desenvolvimento na infância.

Com a intervenção correta, humana e acolhedora é possível sim construir com a criança um juízo moral que seja congruente com a bondade, mas os adultos envolvidos necessitam de empenho e noção desse processo.

Um estudo feito por Jean Piaget, organizado no livro “O juízo moral na criança” elucida grande parte desta explanação, apesar de haver alguns pontos que considero equivocados, dada também a época, é possível entender melhor de que maneira isso se dá. Confira o texto: http://books.google.com.br/books/about/O_ju%C3%ADzo_moral_na_crian%C3%A7a.html?id=jGH_amDeFM0C

Concluindo, a criança implora atenção! E não uma atenção preconceituosa, arbitrária, punitiva. Mas que o adulto a enxergue com bons olhos, com amor e compreensão e tenha a condição de enxergar através de seus olhos, o que transformaria seu mundo tão finito em possibilidades ilimitadas de felicidade!!!

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