Livro do dia: “A casa sonolenta” pode ser “A casa brincalhona”

Por Cris Akemi

 

É bem verdade que ser professora não é fácil, aliás, nada que é feito com tanta paixão é naturalmente tranquilo, pois exige uma boa dose de imersão. Porém, é sempre uma atividade na qual o aprendizado é constante, sinto-me impelida a querer aprender, a evoluir, e a maneira como as crianças que estão a minha volta reagem me estimulam ainda mais a ser melhor.

Este livro é uma grata surpresa, pois apesar de muito conhecido no meio pedagógico, ainda não o havia experimentado. Maior surpresa ainda foi o resultado da atividade que propus, aos alunos do 2º ano, de escrevermos coletivamente uma versão para este texto, pensando em uma casa diferente.

Logo de inicio as crianças já sinalizaram que deveria ser uma casa “onde todos viviam brincando”. Foram inventando intuitivamente e com uma empolgação exultante os personagens, que tem o seu viés cômico, e juntos fomos estruturando o texto, no qual todos se empenharam em desenvolver. O final seria um problema, pois na “casa sonolenta”, ao amanhecer todos acordam, e na “casa brincalhona”? Todos haveriam então que parar de brincar?

Eles concluíram por bem, que não! Optaram por votação, entre três finais “felizes” e dois nem tão felizes assim, que o mais interessante fosse a transformação da tia rabugenta, que se sentia sozinha e portanto perceberia como é bom “brincar”, apesar de terem divergido.

Todo o processo da atividade me leva a refletir sobre o meu papel, e como meu olhar sobre as inflexões deles, interfere no produto final. Apesar de não ter induzido essa maneira de pensar, acredito que de uma forma ou de outra permiti que eles tivessem a liberdade para demonstrar tal pensamento e estruturá-lo, para que também pudessem refletir depois sobre suas próprias atitudes rabugentas.

De quebra, ainda trabalhamos conceitos como o do uso dos adjetivos e verbos, paragrafação, pontuação e ortografia.

Parabéns aos  meus queridos!!!

casa-sonolenta

A seguir, apreciem o texto completo:

http://www.minhaescolaweb.com.br/CONTOS/casasonolenta.html

Versão do conto acumulativo “A casa sonolenta”

Texto produzido coletivamente pelo 2º ano inicial – D, com orientação da Profª Cris Akemi

 

A casa brincalhona

Era uma vez

uma casa brincalhona,

onde todos viviam brincando.

 

Nessa casa

tinha um palhaço,

um palhaço trapalhão,

numa casa brincalhona,

onde todos viviam brincando.

 

Com o palhaço trapalhão

estava brincando o menino,

um menino engraçado,

brincando com um palhaço trapalhão,

numa casa brincalhona,

onde todos viviam brincando.

 

Com o menino engraçado

estava brincando a avó

uma avó doida,

que brincava com o menino engraçado,

que brincava com o palhaço trapalhão,

numa casa brincalhona,

onde todos viviam  brincando.

 

Com a avó doida

estava brincando o cachorro,

um cachorro malabarista,

que brincava com a avó doida,

que brincava com o menino engraçado,

que brincava com o palhaço trapalhão,

numa casa brincalhona,

onde todos viviam  brincando.

 

Com o cachorro malabarista,

estava brincando o gato,

um gato bailarino,

que brincava com o cachorro malabarista,

que brincava com a avó doida,

que brincava com o menino engraçado,

que brincava com o palhaço trapalhão,

numa casa brincalhona,

onde todos viviam  brincando.

 

Com o gato bailarino

estava brincando o rato,

um rato equilibrista,

que brincava com o gato bailarino,

que brincava com o cachorro malabarista,

que brincava com a avó doida,

que brincava com o menino engraçado,

que brincava com o palhaço trapalhão,

numa casa brincalhona,

onde todos viviam  brincando.

 

E atrapalhando a brincadeira do rato,

tinha uma tia rabugenta…

 

Será possível?

Uma tia que não estava brincando,

atrapalhando o rato equilibrista.

 

Uma tia rabugenta,

que empurrou o rato,

que derrubou o gato,

que arranhou o cachorro,

que latiu e assustou a avó,

que caiu em cima do menino,

que acertou o palhaço,

que contou uma piada,

para tia rabugenta,

que morreu de rir,

e percebeu que brincar é bom.

 

Numa casa brincalhona,

onde ninguém mais seria rabugento,

e brincariam todos os dias!

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