Como eu aprendo?

Ao longo do meu processo de maturação, principalmente após o ingresso na educação, fica difícil elencar momentos específicos de aprendizado, pois são inúmeros e constantes.

Percebo que as possibilidades para meu aperfeiçoamento pessoal e profissional são diversos, ao mesmo tempo prolixos, e que somente ao desenvolver uma percepção aguçada e um autoconhecimento profundo é que alcançarei plena confiança de que tomarei consciência de todas elas

Entendo que o primeiro passo para realizar mudanças na minha própria atitude, essas que são constantemente necessárias ao longo de toda vida, é exercitar a tolerância. Com as diferenças físicas, emocionais, intelectuais, de opinião, caráter, socioeconômicas, enxergar o outro como a si mesmo faz-se fundamental para que se perceba que não existem verdades absolutas, e sim pontos de vista sobre crenças do que é verdade.

Tentar ser menos individualista, mais tolerante e otimista e confiar mais nas pessoas que me trouxeram a ser o que sou hoje e vejo que aprendo cotidianamente quando percebo o tamanho da minha ignorância e insignificância perante questões tão essenciais.

Isso só me faz acreditar cada vez mais em teorias educacionais sócio-interacionistas, libertárias e humanistas, pois vivencio plenamente essa experiência notando o quanto aprendo quando me permito olhar ao que o outro pode me proporcionar, ou o quanto soluções coletivas parecem mais viáveis do que soluções individualistas e como a experiência dos que estão próximos podem significar a minimização dos meus erros.

É fato que aprendo infinitamente mais coletivamente do que introspectivamente, inclusive levando em consideração o uso de mídias e ferramentas tecnológicas, que também são produções coletivas, das quais faço uso, ao meu ver, de maneira saudável e produtiva.

Ainda sobre o processo de aprendizagem, também percebo que em relação a conteúdos teóricos específicos, meu entendimento se torna pleno a medida que é experimentado coletivamente, corroborando ou invalidando a teoria, mas de certa forma se relacionando com a prática, pois de outra maneira não entendo como verdadeiro.

A forma como um professor pensa a própria evolução reflete no grupo com o qual trabalha definitivamente. A seguir demonstro trabalho que realizei na EMEB Mário Martins de Almeida – SBC tendo em vista a colaboração em equipes com crianças de 7 a 8 anos.

UM POR TODOS E TODOS POR UM!!!!

Aprender a trabalhar em grupo é extremamente importante para o desenvolvimento das crianças. Há algumas semanas nossa turma aceitou meu desafio e vem se empenhando demais para superar os percalços e evoluir enquanto equipe durante as atividades propostas. E já conseguimos enxergar resultados extremamente positivos.

 

ESSES SOMOS NÓS!

Foi proposto aos grupos que desenvolvessem um símbolo para representa-los e escolhessem um nome com o mesmo propósito. Eles discutiram, se organizaram, argumentaram, fizeram concessões, até conseguirem elaborar um nome e um desenho coletivamente. Esses são os símbolos criados e nas legendas a explicação de cada grupo para a escolha da representação visual.

GRUPO DOS INTELIGENTES

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“O CÉREBRO/CABEÇA É O LUGAR QUE FAZ A GENTE PENSAR”

GRUPO ARARA BEM AVENTURADA

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“NÓS SOMOS LIVRES, AVENTUREIROS”

“O BRASÃO É DE ESCOLA”

GRUPO COLORIDOS

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“NÓS GOSTAMOS DE DESENHAR E PINTAR COLORIDO”

GRUPO PAZ

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“PRECISA DE PAZ PARA TODO MUNDO SE DAR BEM”

“SER AMIGO E AJUDAR O COLEGA”

GRUPO AMIGOS

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“TODOS DO GRUPO SÃO AMIGOS”

GRUPO ESCOLA É O MELHOR

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“NÓS GOSTAMOS MUITO DA ESCOLA”

2º Ano inicial D – Profª Cris Akemi

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